Mais um lançamento de desenho do Tiarles aqui no blog! Dessa vez conheceremos Jocasta Priamo, da jogadora Laisa Ramos.
A personagem tem seu nascimento em Calco, mas foi criada em Marana, onde passa suas aventuras com outros aventureiros, incluso aí, as personagens Monforti e Mirai Alcaiu.
O Tiarles oferece a oportunidade de todos os leitores fazerem os seus personagens prediletos com ele. Basta contatá-lo na sua vitrine virtual, na Desenhos e/ou Rabiscos. Lembrando que os direitos autorais, morais e de propriedade de todas as imagens da promoção são dele. Qualquer um que queira usar suas imagens deve citar os devidos créditos. E se encontrarem qualquer site usando essas imagens, favor denunciar!
Abaixo, a história de Jocasta.
Jocasta Priamo
Filha de Dougal e Lívia, nascida no reino de Calco.
Jocasta estava destinada a nascer um lar feliz, se não fosse por um acontecimento instituído pelo destino, um incidente infeliz, o falecimento de sua mãe após dar a luz a mesma.
Naquele fatídico dia, Dougal após acabar sua refeição noturna, resolveu conversar com seu hóspede Moisés que estava prestes a ir embora, quando ouviram os gritos. Dougal identificou como o de sua amada esposa e sem pestanejar correu-lhe ao encontro. Ao vê-la caída ao chão, segurando a barriga, tomou-a em seus braços, levou-a para o quarto e solicitou a Moisés que fosse buscar a parteira. Moisés girou nos calcanhares e foi cumprir sua missão o mais rápido que pode, já que era de idade avançada.
Lívia cada vez gritava mais e mais alto, suava frio e quando a parteira invadiu a casa apressadamente estranhou, ainda faltava mais de um mês para a criança nascer, mas o trabalho de parto havia começado. O mais depressa possível se preparou para que pudesse trazer aquela apressada criança ao mundo e quando solicitou a Dougal que saísse do quarto, foi-se toda aquela aparente calma e o mesmo começou a descontrolar-se, gritando que não poderia deixar a pessoa que ele mais amava gritando por ele e fazendo força para ficar.
Foi através de um argumento, após eternos minutos de convencimento, que Moisés, conseguiu convencer Dougal a sair do quarto e deixar a parteira trabalhar. O “convencimento” de Moisés foi tão eficaz, que Dougal saiu do quarto como se nada estivesse acontecendo, como estivesse vivenciando outro momento feliz de sua vida.
O parto foi deveras complicado e somente após o choro da criança, foi que os gritos de Lívia cessaram, mas somente cessaram porque ao dar a luz, Lívia faleceu.
Dougal parece ter saído de seu momento de transe, ao escutar o choro de sua filha e novamente começou a desesperar-se querendo vê-las e imaginando que aquele era o dia mais feliz de sua vida, pois era o dia que foi esperado por tanto tempo pelo casal, afinal de contas, os deuses os haviam abençoado depois de anos de oferendas na busca do milagre de sua esposa poder gerar um filho. Plantou-se na porta do quarto e ficou esperando até a parteira abri-la e quando a parteira o fez e ele viu o rostinho de sua filha pela primeira vez, não pode conter as lágrimas, eram lágrimas de alegria, de alívio... e não via a hora de correr para sua esposa e beija-la, agradecendo pelo belíssimo presente.
Quando foi em direção a cama, a parteira o parou, colocando a mão em seu peito e sem emitir nenhuma palavra baixou a cabeça e soltou um longo suspiro. Dougal olhou para o corpo imóvel de sua amada esposa e se aproximou lentamente. Ao chegar bem perto, com uma das mãos lhe afagou o cabelo e foi caindo de joelhos ao lado da cama, sem emitir um só som.
De joelhos com sua filha no colo e olhar distante, gritou, gritou com toda força de seus pulmões pelo nome de Lívia e desmoronou em um mar de lágrimas. A parteira, tomando a criança em seus braços a tirou do quarto, permitindo que Dougal e Lívia tivessem seus últimos momentos juntos.
A cerimônia religiosa foi realizada no dia seguinte. Dougal não expressava mais vida em seus olhos e pediu a Moisés que ficasse com sua filha, já que este havia se mostrado um bom homem. Passaria o dia fora, para colocar sua cabeça no lugar. Moisés vendo o desespero do homem aceitou de pronto o pedido.
Passou um dia, uma semana, duas e Dougal não voltava. Acabara o tempo de pesquisa de Moisés naquele lugar e ele tinha responsabilidades que deveriam ser retomadas. Deixando um bilhete e recado com os vizinhos, levou a criança para Lubliana e chamou-a de Jocasta, que era o nome da vontade dos pais.
Os anos se passaram e Dougal não mais apareceu e não deixou qualquer vestígio de vida, então Moisés Priamo criou e cuidou de Jocasta como sua própria filha, iniciando-a inclusive no mundo da magia e compartilhando seus conhecimentos no intuito de a mesma poder auxiliá-lo.
Por ter tido um começo de vida tão infeliz, Moisés sentiu-se na obrigação de evitar ao máximo qualquer sofrimento para Jocasta e a criou cercada de carinho e proteção. Jocasta teve uma infância feliz, apesar de sua vida reclusa se esforçou muito para aprender tudo o que Moisés a ensinara.
Ao chegar à adolescência, Moisés decidiu que era hora de Jocasta se socializar, já que a mesma apresentou muita vontade e ansiava desesperadamente pela oportunidade. Nesta trajetória de conhecimentos e relacionamentos interpessoais, estabeleceu dois melhores amigos Lardiner e Amoá. Sempre que podiam estavam juntos, pois afinal de contas, todos trabalhavam e estudavam no mesmo lugar. Amoá era serviçal do príncipe, Lardiner fazia parte da guarda e Jocasta vivia estudando lá, pois era o trabalho de seu pai, que era o sábio de Lubliana.
Com o passar do tempo, Jocasta foi amadurecendo e começou a se interessar por Lardiner. Não o via mais como aquele menino franzino com quem nos momentos em que não estava reclusa, fugia para brincar, mas como um homem. Apesar de todo interesse afetivo que Jocasta nutria por Lardiner, nunca tocou no assunto, esperava o momento para falar, quando o ouviu em uma roda de amigos esnoba-la, humilhando-a de maneira tal que ela não pode reconhecer seu amigo, aquele se sempre a defendeu, desta vez sem piedade esnobava-a, dizendo inclusive que ela não era nada, não era capaz de nada e não nunca serviria para nada a não ser cuidar do pai quando este envelhecesse.
Com o coração em frangalhos, Jocasta se afastou tentando não ser percebida pela roda de soldados e buscou um canto para desabafar, chorar e ver se aquele sentimento, aquela dor pudesse sair de dentro de seu peito. Nunca sentira tanta dor e foi ai que parou para pensar em sua vida. Realmente nunca havia feito nada de especial e sentia que tinha potencial para fazer. Com isso, ela sentiu que poderia provar para ela mesma, para o Lardiner e todos os outros que riram dela que era capaz de algo que não só cuidar de um pai velho.
Mesmo sentindo-se humilhada, desorientada e sua auto-estima lá no pé, sentiu seu coração queimar de desejo e esperança de uma vida melhor, a vida que ela realmente queria e não a vida no qual ela caira de pára-quedas.
Jocasta então resolveu buscar aventuras e auto-conhecimento, prometendo a Moisés sempre voltar para que ele veja que ela está bem e que quando se sentir pronta ficará em Lubliana definitivamente para continuar seu aprendizado.
Jocasta nunca se mantém muito tempo distante pois precisa manter seu pai tranqüilo, sabendo que ela está bem e também porque apesar de todo o sofrimento, não consegue esquecer Lardiner.
Blog destinado a pintura de miniaturas e cenários; adaptados, customizados ou imitados (estilo Scratch-Building); relativo a fantasia medieval que utilizo em minhas aventuras.
Convido a todos, que gostem de customizar miniaturas de RPG de fantasia medieval, que me contate para postar!
e-mail: alanluiz2@gmail.com
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Pânula Alcaiu
Antes de Mirai, existiu Pânula, a sua filha.
Mesmo diante deste paradoxo...rs...a jogadora Aline criou Mirai a partir da morte de uma outra personagem que morreu em minha aventura: Pânula, a fim de aproveitar melhor seu histórico e criar ligação. Ela também tem uma história, escrita antes da história de Mirai. E elas se complementam.
Aproveitem.
Pânula Alcaiu
Minha família é uma família grande para elfos dourados, somados somos 5 ao todo, meus pais eram e são apaixonados. Eles trabalham vendendo cavalos e ai esta a alegria deles: Montar, cuidar, tratar dos seus belos cavalos. Eles fizeram questão que nós 3, eu, Lunirai e Diugo, aprendêssemos a montar.
Na minha infância eu brincava muito com eu irmão mais novo, Diugo. Brincávamos fingindo ser cavaleiros com espadas de madeira e pedaços de madeiras que fingíamos ser cavalos. Diugo não levava muito jeito e eu sempre o ganhava, mas, por sua vez, Diugo se tacava no chão dizendo que eu o havia machucado e eu sempre caia nessa, ele fingia muito bem, era um artista.
Papai ensinava a nós 2 a lutar na nossa juventude, a Lunirai ele já havia ensinado, ele dizia que eu lutava muito bem e que sabe um dia eu me tornaria uma grande guerreira. Diugo sabia fazer o básico com uma ma, mas ele não se entristecia por lutar menos que eu, ele achava melhor fingir que narrava uma batalha que eu iria travar com um exercito de orcos sozinha ou coisas assim.
Não tive muito contato com Lunirai, ele tinha 80 primaveras a mais que eu, e quando nasci ele já estava aprendendo a ser guardião. Sempre muito amoroso conosco, dizia que sendo guardião estava nos protegendo e assim se sentia bem.
Eu me sentia muito responsável por Diugo, apesar de ser apenas 5 primaveras mais velha do que ele, eu admito que ele era uma das minhas maiores paixões e as minhas maiores dores de cabeça também. Eu sempre querendo manter as coisas em ordem e ele pegando escondido os cavalos do papai para impressionar as moças, ou pior, as mulheres casadas, o que resultava em algumas surras pela rua. Muitas eu até via, mas não fazia nada, pelo menos até eu ver que estavam sendo severos demais com ele, ai eu me intrometia e é claro dava uma bronca nele. Meu pai ria das situações e minha mãe ficava toda preocupada, ela dizia “Diugo, você ainda vai arranjar sérios problemas por causa de mulher”.
Minha retidão no Condado era respeitada, pois quem me conhecia via em mim alguém de confiança, porem eu era estranhada e isso acabou me isolando. Uma vez de noite me senti tão só que fui para o seleiro, lugar que me escondia quando era pequena, e comecei a chorar, por lá meditei e no meio da minha meditação tive um estranho sonho, sonhei que eu era criança e estava em cima de um pedaço madeira que eu costumava fingir ser meu cavalo e segurava minha espada de madeira. Eu via essa madeira se transforma em um belo cavalo e minha espada de madeira se transformava em um espada bastarda. Na minha frente chegava um cavaleiro, no qual eu não via o rosto, mas ele usava armadura e uma espada, ele dizia que andava a procura de corações como o meu e me dava um símbolo que eu não entendia e ia embora. Após isso eu despertei e fui correndo procurar minha mãe, eu lhe contei o sonho e desenhei o símbolo que eu vi. Ela analisou o símbolo e o sonho e disse que Crisagom havia me visitado em sonho e que meu destino estava com ele. Disse que isso não era comum para os de nossa raça e com jeito amoroso disse que eu deveria ser algum especial. Meus olhos se encheram de água e ela me abraçou dizendo que me apóia naquilo que eu considero certo.
Meu pai me deu dinheiro para eu estudar fora do condado, em Azanti para ser mais exata, e quando voltei já havia me tornado clériga e com umas economias que eu fiz me sobrou dinheiro para comprara minha primeira espada bastarda
Na minha casa as coisas já não eram como antes. Diugo havia se tornado bardo, e Lunirai haviam ido ajudar outros rastreadores; a lesta daqui estava havendo problemas com goblins. No lugar de meu irmão, temporariamente ficou um tal de Umânaque. Esse eu conheci quando estava em uma taverna assistindo o meu irmão cantar, quando meu irmão acabou, as pessoas aplaudiram, porém Umânaque disse que a musica era um lixo. Meu irmão e ele iniciaram um bate boca e em seguida uma briga. Por Umânaque querer bater em meu irmão eu me pus a frente, pois ele era mais forte que Diugo. Disse para que acertasse as contas comigo. Ele deu as costas e disse que não brigaria com uma mocinha frágil ele virou as costas e saiu andando, pedi para que virasse e lutasse pois eu não acertaria ninguém pelas costas, mas ele continuou andando em direção a mata e sumiu.
Dizem que palavra de mãe tem poder, se isso é verdade eu não sei, mas com o Diugo foi o que aconteceu, ela disse que um dia ele haveria um grave problema por causa de mulher e ele arrumou, por causa de um elfa florestal casada. O marido os encontrara juntos e partiu cegamente pra cima de meu irmão com uma faca. Ele entrou na mata para fugir e alguns amigos vieram me avisar que Diugo corria perigo. Fui correndo atrás dele tão desesperada que esqueci minha espada, alem de não encontrá-lo me perdi na mata, o que me colocou ao encontro de 3 Aranhas gigantes. Enquanto eu pensava o que fazer veio do meio do nada, uma flecha e acertou o primeiro e uma voz conhecida os espantou. A voz logo se fez rosto, Umânaque saiu da mata, na hora pensei, pelo menos esse elfo mal educado cumpri bem o dever dele. Eu o agradeci e disse que meu irmão estava perdido, nós voltamos para cidade e ele pegou o rastro de meu irmão, demorou um tempo mas o encontramos, ele estava em cima de uma árvore apavorado. Depois que o levei para casa fui conversar com o elfo, mostrei pra ele que meu irmão estava sim errado, mas a esposa dele também e era ela que devia honrá-lo, não meu irmão. Ele aceitou não ir atrás de meu irmão para matá-lo e disse que ia sair do condado, pois la já havia tido decepção demais, porem disse que se cruzasse com meu irmão de novo iria matá-lo. O que aconteceu com a esposa dele? Só os deuses sabem. O que eu sei é que meu irmão não saiu de casa até que ele se mudasse.
Passa um tempo e Lunirai volta ao condado, que saudades que eu estava dele, ele assumiu seu lugar como guardião. Eu fiz questão de dizer como Umânaque nos protegeu em sua ausência. Eu disse também que queria fazer algo de bom, me sentir útil pois lá parecia que não tinha muito que fazer fora resolver as burradas de Diugo. Eu disse que sabia que havia uma guerra contra os verrogaris em Marana (nossas raças se odeiam) e sentia vontade de lutar contra eles e queria que ele fosse comigo, me levasse até la e lutasse ao meu lado. Ele respirou fundo, disse que não podia largar de novo o posto dele, o Umânaque é bom, porem pouco experiente, e se acontecesse algo grave? Ele tinha que esta la para ajudar nosso condado e nossa família. Ele me propôs chamar o próprio Umânaque para ir comigo, ele não tem a educação dos elfos mas mostrou seu valor, e também é um rastreador, vai saber me levar até lá. Pedi que ele fosse chamá-lo, lhe fiz a proposta e apesar de não parecer um elfo dourado em certas atitudes, ele odeia os Verrogaris como os nossos e aceitou ir comigo. Meu irmão disse para nos apressarmos pois o inverno se aproximava...
Arrumei minha mochila, minha mãe me olhava querendo pedir pra eu não ir e Diugo dizia que sem mim ele ira morrer, mas dessa vez a lábia de Diugo não funcionou comigo. Olhei para minha mãe e disse “Crisagom esta comigo lembra?” e olhei para Diugo e disse “esta mais do que na hora de você se tornar um elfo” Os abracei e chorei. Meu pai e Lunirai chegaram no local, meu pai me disse para eu correr atrás do que me deixa realizada, e se lutar pela honra me faz bem, que eu o faça e Lunirai com aquele olhar de protetor dele disse em tom irônico “qualquer coisa grita que eu vou te proteger minha irmãzinha” eu ri e o abracei
Umânaque chegou à porta de minha casa e me gritou: “vamos, esta na hora” , fiz uma oração para Crisagom os protegessem e me guiasse, sai à porta e parti, era de manhã e vai ser uma longa viagem...
Mesmo diante deste paradoxo...rs...a jogadora Aline criou Mirai a partir da morte de uma outra personagem que morreu em minha aventura: Pânula, a fim de aproveitar melhor seu histórico e criar ligação. Ela também tem uma história, escrita antes da história de Mirai. E elas se complementam.
Aproveitem.
Pânula Alcaiu
Minha família é uma família grande para elfos dourados, somados somos 5 ao todo, meus pais eram e são apaixonados. Eles trabalham vendendo cavalos e ai esta a alegria deles: Montar, cuidar, tratar dos seus belos cavalos. Eles fizeram questão que nós 3, eu, Lunirai e Diugo, aprendêssemos a montar.
Na minha infância eu brincava muito com eu irmão mais novo, Diugo. Brincávamos fingindo ser cavaleiros com espadas de madeira e pedaços de madeiras que fingíamos ser cavalos. Diugo não levava muito jeito e eu sempre o ganhava, mas, por sua vez, Diugo se tacava no chão dizendo que eu o havia machucado e eu sempre caia nessa, ele fingia muito bem, era um artista.
Papai ensinava a nós 2 a lutar na nossa juventude, a Lunirai ele já havia ensinado, ele dizia que eu lutava muito bem e que sabe um dia eu me tornaria uma grande guerreira. Diugo sabia fazer o básico com uma ma, mas ele não se entristecia por lutar menos que eu, ele achava melhor fingir que narrava uma batalha que eu iria travar com um exercito de orcos sozinha ou coisas assim.
Não tive muito contato com Lunirai, ele tinha 80 primaveras a mais que eu, e quando nasci ele já estava aprendendo a ser guardião. Sempre muito amoroso conosco, dizia que sendo guardião estava nos protegendo e assim se sentia bem.
Eu me sentia muito responsável por Diugo, apesar de ser apenas 5 primaveras mais velha do que ele, eu admito que ele era uma das minhas maiores paixões e as minhas maiores dores de cabeça também. Eu sempre querendo manter as coisas em ordem e ele pegando escondido os cavalos do papai para impressionar as moças, ou pior, as mulheres casadas, o que resultava em algumas surras pela rua. Muitas eu até via, mas não fazia nada, pelo menos até eu ver que estavam sendo severos demais com ele, ai eu me intrometia e é claro dava uma bronca nele. Meu pai ria das situações e minha mãe ficava toda preocupada, ela dizia “Diugo, você ainda vai arranjar sérios problemas por causa de mulher”.
Minha retidão no Condado era respeitada, pois quem me conhecia via em mim alguém de confiança, porem eu era estranhada e isso acabou me isolando. Uma vez de noite me senti tão só que fui para o seleiro, lugar que me escondia quando era pequena, e comecei a chorar, por lá meditei e no meio da minha meditação tive um estranho sonho, sonhei que eu era criança e estava em cima de um pedaço madeira que eu costumava fingir ser meu cavalo e segurava minha espada de madeira. Eu via essa madeira se transforma em um belo cavalo e minha espada de madeira se transformava em um espada bastarda. Na minha frente chegava um cavaleiro, no qual eu não via o rosto, mas ele usava armadura e uma espada, ele dizia que andava a procura de corações como o meu e me dava um símbolo que eu não entendia e ia embora. Após isso eu despertei e fui correndo procurar minha mãe, eu lhe contei o sonho e desenhei o símbolo que eu vi. Ela analisou o símbolo e o sonho e disse que Crisagom havia me visitado em sonho e que meu destino estava com ele. Disse que isso não era comum para os de nossa raça e com jeito amoroso disse que eu deveria ser algum especial. Meus olhos se encheram de água e ela me abraçou dizendo que me apóia naquilo que eu considero certo.
Meu pai me deu dinheiro para eu estudar fora do condado, em Azanti para ser mais exata, e quando voltei já havia me tornado clériga e com umas economias que eu fiz me sobrou dinheiro para comprara minha primeira espada bastarda
Na minha casa as coisas já não eram como antes. Diugo havia se tornado bardo, e Lunirai haviam ido ajudar outros rastreadores; a lesta daqui estava havendo problemas com goblins. No lugar de meu irmão, temporariamente ficou um tal de Umânaque. Esse eu conheci quando estava em uma taverna assistindo o meu irmão cantar, quando meu irmão acabou, as pessoas aplaudiram, porém Umânaque disse que a musica era um lixo. Meu irmão e ele iniciaram um bate boca e em seguida uma briga. Por Umânaque querer bater em meu irmão eu me pus a frente, pois ele era mais forte que Diugo. Disse para que acertasse as contas comigo. Ele deu as costas e disse que não brigaria com uma mocinha frágil ele virou as costas e saiu andando, pedi para que virasse e lutasse pois eu não acertaria ninguém pelas costas, mas ele continuou andando em direção a mata e sumiu.
Dizem que palavra de mãe tem poder, se isso é verdade eu não sei, mas com o Diugo foi o que aconteceu, ela disse que um dia ele haveria um grave problema por causa de mulher e ele arrumou, por causa de um elfa florestal casada. O marido os encontrara juntos e partiu cegamente pra cima de meu irmão com uma faca. Ele entrou na mata para fugir e alguns amigos vieram me avisar que Diugo corria perigo. Fui correndo atrás dele tão desesperada que esqueci minha espada, alem de não encontrá-lo me perdi na mata, o que me colocou ao encontro de 3 Aranhas gigantes. Enquanto eu pensava o que fazer veio do meio do nada, uma flecha e acertou o primeiro e uma voz conhecida os espantou. A voz logo se fez rosto, Umânaque saiu da mata, na hora pensei, pelo menos esse elfo mal educado cumpri bem o dever dele. Eu o agradeci e disse que meu irmão estava perdido, nós voltamos para cidade e ele pegou o rastro de meu irmão, demorou um tempo mas o encontramos, ele estava em cima de uma árvore apavorado. Depois que o levei para casa fui conversar com o elfo, mostrei pra ele que meu irmão estava sim errado, mas a esposa dele também e era ela que devia honrá-lo, não meu irmão. Ele aceitou não ir atrás de meu irmão para matá-lo e disse que ia sair do condado, pois la já havia tido decepção demais, porem disse que se cruzasse com meu irmão de novo iria matá-lo. O que aconteceu com a esposa dele? Só os deuses sabem. O que eu sei é que meu irmão não saiu de casa até que ele se mudasse.
Passa um tempo e Lunirai volta ao condado, que saudades que eu estava dele, ele assumiu seu lugar como guardião. Eu fiz questão de dizer como Umânaque nos protegeu em sua ausência. Eu disse também que queria fazer algo de bom, me sentir útil pois lá parecia que não tinha muito que fazer fora resolver as burradas de Diugo. Eu disse que sabia que havia uma guerra contra os verrogaris em Marana (nossas raças se odeiam) e sentia vontade de lutar contra eles e queria que ele fosse comigo, me levasse até la e lutasse ao meu lado. Ele respirou fundo, disse que não podia largar de novo o posto dele, o Umânaque é bom, porem pouco experiente, e se acontecesse algo grave? Ele tinha que esta la para ajudar nosso condado e nossa família. Ele me propôs chamar o próprio Umânaque para ir comigo, ele não tem a educação dos elfos mas mostrou seu valor, e também é um rastreador, vai saber me levar até lá. Pedi que ele fosse chamá-lo, lhe fiz a proposta e apesar de não parecer um elfo dourado em certas atitudes, ele odeia os Verrogaris como os nossos e aceitou ir comigo. Meu irmão disse para nos apressarmos pois o inverno se aproximava...
Arrumei minha mochila, minha mãe me olhava querendo pedir pra eu não ir e Diugo dizia que sem mim ele ira morrer, mas dessa vez a lábia de Diugo não funcionou comigo. Olhei para minha mãe e disse “Crisagom esta comigo lembra?” e olhei para Diugo e disse “esta mais do que na hora de você se tornar um elfo” Os abracei e chorei. Meu pai e Lunirai chegaram no local, meu pai me disse para eu correr atrás do que me deixa realizada, e se lutar pela honra me faz bem, que eu o faça e Lunirai com aquele olhar de protetor dele disse em tom irônico “qualquer coisa grita que eu vou te proteger minha irmãzinha” eu ri e o abracei
Umânaque chegou à porta de minha casa e me gritou: “vamos, esta na hora” , fiz uma oração para Crisagom os protegessem e me guiasse, sai à porta e parti, era de manhã e vai ser uma longa viagem...
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Monforti
Esse é o mais novo personagem desenhado pelo nosso artista Tiarles! A história de Monforti foi criado pelo jogador Tiago Pacheco. Para quem não o conhece, ele é um dos redatores da RedeRPG de “RPG e Sociedade”. Ele é ainda o criador do RPG Agadá.
O personagem se aventura também em Lubliana, em Marana, e é dos aliados da elfa dourada Mirai Alcaiu.
Monforti
O jovem Felix teria sido mais um órfão trombadinha pelas ruas de uma cidade de Porto Livre se não fosse por um estranho desconhecido que o abortou num beco pela madrugada. Ao tentar roubar-lhe a algibeira, o estranho homem encapuzado segurou suas mãos e lhe propôs:
“Deseja ter uma vida melhor que esta?
Félix olhou, assombrado e desconfiado.
Uma vida na qual você deixaria de ser um rato e tornar-se-ia um corvo, para vingar-se dos que promovem a miséria?
A criança nada entendia. Mas aceitou a proposta, pois achava que era a oportunidade de sair da vida desgraçada que os deuses lhe proporcionaram. Ele foi então levado (vendado) a um casebre isolado, bem distante da cidade, onde pode ter, pela primeira vez, uma refeição decente (embora simples) e local quente para dormir. Naquele local, havia outros órfãos que dormiam pelo chão em pequenos sacos de dormir.
Durante as semanas seguintes, homens encapuzados entravam e saiam da casa. Comida não era problema para as crianças, mas estes estranhos homens jamais falavam com elas. Neste meio tempo, metade das crianças saíram para explorar os arredores ou mesmo para retornar a cidade, enquanto algumas se acostumaram a brincar ao redor do casebre e as suas refeições regulares. As crianças que iam muito longe jamais voltavam, mas aqueles que ficavam achavam que simplesmente eles voltaram para a cidade.
Entretanto, um dia as coisas mudaram. Finalmente um daqueles homens encapuzados falou com as crianças:
“Escutem bem! Vocês foram acolhidos e bem tratados. Agora, quero que façam um favor para mim”. O homem despeja várias pedras preciosas e moedas de ouro e prata sobre a mesa, e continua: “Tomem conta deste tesouro para mim. Quando retornar, quero ver cada peça exatamente como está, ou todos vocês serão expulsos e voltaram a viver em ruas imundas”.
Sem mais nenhum comentário, o homem foi embora. Tão logo ele saiu da sala, as crianças já se entreolharam desconfiadas e confusas, mas algumas delas com a cobiça no olhar. Metade do dia se passou e alguns dos órfãos, discretamente, procuraram aos arredores sinais dos homens. Como nada foi encontrado, começou-se a discussão pela apropriação do tesouro. Algumas crianças, incitadas por um moleque chamado André e Valmar (este ultimo o mais velho e forte entre eles), queriam pegá-lo e voltar a cidade. Félix não aceitou a idéia, já que considerava isso uma tremenda ingratidão, e foi apoiado por Lívia (uma órfã de olhos lindos e comoventes) e Dorovil (um melancólico meio-elfo). As demais crianças estavam confusas e em duvida.
A discussão foi acalorada até que André encheu-se dela e foi até a mesa, pegando o tesouro e colocando-o no saco. Lívia tentou impedi-lo, colocando a mão em seu braço, mas recebeu um empurrão que levou-a ao chão. Imediatamente Félix avançou sobre André, Dorovil engalfinhou-se com Valmar e Lívia tentava ajudar a ambos tacando coisas e atacando por trás. No auge da briga, seis homens de capuzes pretos adentram ao local, e imediatamente as crianças pararam de brigar, olhando timidamente para os homens. André tentou falar:
“Tio, eles tentaram...”
O homem não o deixou terminar a frase. “Cale-se” disse ele, “nós estávamos escondidos e vimos tudo”.
André e Valmar ficam apavorados. O homem volta-se para as crianças que não se envolveram e diz: “Covardes! Haveria um roubo diante de vocês, e nada fariam? Arriscaram voltar a viver nos becos sujos ao fazer alguma coisa? Pois bem. Vou devolvê-los as ruas de onde saíram, seus ratos miseráveis!”
Os outros três homens põem as crianças para fora, onde há uma carroça, vendas e cordas para levá-los. Elas esperneiam, gritam e choram, mas não conseguem escapar dos homens armados, e também pelo casebre não ter janelas baixas que alcançassem. O homem então pega algumas pedras e moedas e vira-se para André e Valmar:
“Então, vocês pagam a quem te alimenta e acolhe com roubo não é? A ganância lhes impele a ter mais, mesmo que seja desonestamente e as custas dos outros?”.
Eles estão apavorados, chorando e pedindo perdão. O homem quebra facilmente a moeda e a pedra, que nem eram de metal, nada mais que falsificações, frustrando ainda mais os moleques.
“Levem os dois” ordena o homem. As crianças choram e esperneiam desesperadas por não saber qual será seu destino. Finalmente, o homem olha para Félix, Lívia e Dorovil: “Muito bem” diz ele, “é isso que se espera de homens e mulheres honrados”.
Os três se entreolham, assustados. Mas o homem os congratula:
“Bem vindos ao abrigo Monforti”.
Os três cresceram no abrigo, e passaram por testes subseqüentes acerca de sua lealdade e honestidade. As vezes, novas crianças chegavam, e eles eram usados como espiões para relatar aos homens o que elas queriam ou diziam. Quando completaram finalmente descobriram o que era o Abrigo Monforti: um local onde órfãos eram recolhidos para serem treinados e integrar a Guilda dos Vingadores, especializada em capturar ou (mais ocasionalmente) matar ladrões, criminosos e autoridades corruptas. Seu líder é Raul, um homem cujo passado está imerso em sangue e lutas entre guildas e piratas. Seu passado negro e a perda da esposa o tornara o Vingador que criou e liderou esta organização.
A Guilda dos Vingadores aterrorizou a região de Porto Livre com assassinatos e apreensões de posses obtidas por meios escusos (inclusive de autoridades). Estas apreensões eram usadas para manter o grupo e o Abrigo Monforti, além de auxiliar trabalhadores e até mesmo comerciantes lesados. Tortura e interrogatório também fazem parte dos métodos da Guilda mas, apesar da fama, ela não foi capaz de desequilibrar a balança de poder na região.
Os três órfãos foram treinados para formar a segunda geração da Guilda e aumentar seu numero. Félix e Dorovil tornaram-se Batedores, como a maioria dos membros da organização. Lívia se tornou uma Ladina, e usava seu charme e discrição para obter informações em cidades. Eles apenas tiveram papéis secundários nas missões que participaram, até que seu árduo treinamento estivesse completo.
Entretanto, uma tragédia se abateu ates que eles pudessem realizar missões em papel de protagonismo. Após uma missão que envolvia a captura de um pirata e do mestre de Guilda que com ele estava mancomunado, quase toda a tropa foi emboscada e capturada no porto da cidade. Obviamente, foi uma emboscada. Raul cometera um erro: seu arquiinimigo era o mestre em questão e ele não pesou bem as conseqüências do ataque.
Os Vingadores lutaram bravamente e infligiram muitas baixas, enquanto tentavam fugir usando sua grande capacidade de movimento, mas Raul tombou morto junto a vários Batedores que ali estavam. Félix sobreviveu na dramática retirada do porto, mas ele sabe que Raul deu a vida para que ele e outros escapassem. Lívia conseguiu fugir por estar na retaguarda. Sobre Dorovil, ele foi gravemente ferido e depois não mais foi visto.
Nas semanas seguintes, assassinos procuravam Vingadores para matar, e a Guilda dispersou-se. Félix nada sabe sobre Lívia nem Dorovil (se é que ele está vivo). Mas seu ódio contra criminosos somente cresceu ao invés de ser abatido. Ele viajou para o oeste a fim de juntar-se a um grupo de aventureiros e reunir grande experiência para retornar aos Portos Livres e reestruturar a Guilda dos Vingadores. Para esconder sua identidade, ele usa o nome do abrigo que o acolheu enquanto criança: Monforti.
O BLOG POSSUI MUITAS POSTAGENS ANTERIORES. CONFIRA EM POSTAGENS MAIS ANTIGAS, AO FINAL.
O personagem se aventura também em Lubliana, em Marana, e é dos aliados da elfa dourada Mirai Alcaiu.
Monforti
O jovem Felix teria sido mais um órfão trombadinha pelas ruas de uma cidade de Porto Livre se não fosse por um estranho desconhecido que o abortou num beco pela madrugada. Ao tentar roubar-lhe a algibeira, o estranho homem encapuzado segurou suas mãos e lhe propôs:
“Deseja ter uma vida melhor que esta?
Félix olhou, assombrado e desconfiado.
Uma vida na qual você deixaria de ser um rato e tornar-se-ia um corvo, para vingar-se dos que promovem a miséria?
A criança nada entendia. Mas aceitou a proposta, pois achava que era a oportunidade de sair da vida desgraçada que os deuses lhe proporcionaram. Ele foi então levado (vendado) a um casebre isolado, bem distante da cidade, onde pode ter, pela primeira vez, uma refeição decente (embora simples) e local quente para dormir. Naquele local, havia outros órfãos que dormiam pelo chão em pequenos sacos de dormir.
Durante as semanas seguintes, homens encapuzados entravam e saiam da casa. Comida não era problema para as crianças, mas estes estranhos homens jamais falavam com elas. Neste meio tempo, metade das crianças saíram para explorar os arredores ou mesmo para retornar a cidade, enquanto algumas se acostumaram a brincar ao redor do casebre e as suas refeições regulares. As crianças que iam muito longe jamais voltavam, mas aqueles que ficavam achavam que simplesmente eles voltaram para a cidade.
Entretanto, um dia as coisas mudaram. Finalmente um daqueles homens encapuzados falou com as crianças:
“Escutem bem! Vocês foram acolhidos e bem tratados. Agora, quero que façam um favor para mim”. O homem despeja várias pedras preciosas e moedas de ouro e prata sobre a mesa, e continua: “Tomem conta deste tesouro para mim. Quando retornar, quero ver cada peça exatamente como está, ou todos vocês serão expulsos e voltaram a viver em ruas imundas”.
Sem mais nenhum comentário, o homem foi embora. Tão logo ele saiu da sala, as crianças já se entreolharam desconfiadas e confusas, mas algumas delas com a cobiça no olhar. Metade do dia se passou e alguns dos órfãos, discretamente, procuraram aos arredores sinais dos homens. Como nada foi encontrado, começou-se a discussão pela apropriação do tesouro. Algumas crianças, incitadas por um moleque chamado André e Valmar (este ultimo o mais velho e forte entre eles), queriam pegá-lo e voltar a cidade. Félix não aceitou a idéia, já que considerava isso uma tremenda ingratidão, e foi apoiado por Lívia (uma órfã de olhos lindos e comoventes) e Dorovil (um melancólico meio-elfo). As demais crianças estavam confusas e em duvida.
A discussão foi acalorada até que André encheu-se dela e foi até a mesa, pegando o tesouro e colocando-o no saco. Lívia tentou impedi-lo, colocando a mão em seu braço, mas recebeu um empurrão que levou-a ao chão. Imediatamente Félix avançou sobre André, Dorovil engalfinhou-se com Valmar e Lívia tentava ajudar a ambos tacando coisas e atacando por trás. No auge da briga, seis homens de capuzes pretos adentram ao local, e imediatamente as crianças pararam de brigar, olhando timidamente para os homens. André tentou falar:
“Tio, eles tentaram...”
O homem não o deixou terminar a frase. “Cale-se” disse ele, “nós estávamos escondidos e vimos tudo”.
André e Valmar ficam apavorados. O homem volta-se para as crianças que não se envolveram e diz: “Covardes! Haveria um roubo diante de vocês, e nada fariam? Arriscaram voltar a viver nos becos sujos ao fazer alguma coisa? Pois bem. Vou devolvê-los as ruas de onde saíram, seus ratos miseráveis!”
Os outros três homens põem as crianças para fora, onde há uma carroça, vendas e cordas para levá-los. Elas esperneiam, gritam e choram, mas não conseguem escapar dos homens armados, e também pelo casebre não ter janelas baixas que alcançassem. O homem então pega algumas pedras e moedas e vira-se para André e Valmar:
“Então, vocês pagam a quem te alimenta e acolhe com roubo não é? A ganância lhes impele a ter mais, mesmo que seja desonestamente e as custas dos outros?”.
Eles estão apavorados, chorando e pedindo perdão. O homem quebra facilmente a moeda e a pedra, que nem eram de metal, nada mais que falsificações, frustrando ainda mais os moleques.
“Levem os dois” ordena o homem. As crianças choram e esperneiam desesperadas por não saber qual será seu destino. Finalmente, o homem olha para Félix, Lívia e Dorovil: “Muito bem” diz ele, “é isso que se espera de homens e mulheres honrados”.
Os três se entreolham, assustados. Mas o homem os congratula:
“Bem vindos ao abrigo Monforti”.
Os três cresceram no abrigo, e passaram por testes subseqüentes acerca de sua lealdade e honestidade. As vezes, novas crianças chegavam, e eles eram usados como espiões para relatar aos homens o que elas queriam ou diziam. Quando completaram finalmente descobriram o que era o Abrigo Monforti: um local onde órfãos eram recolhidos para serem treinados e integrar a Guilda dos Vingadores, especializada em capturar ou (mais ocasionalmente) matar ladrões, criminosos e autoridades corruptas. Seu líder é Raul, um homem cujo passado está imerso em sangue e lutas entre guildas e piratas. Seu passado negro e a perda da esposa o tornara o Vingador que criou e liderou esta organização.
A Guilda dos Vingadores aterrorizou a região de Porto Livre com assassinatos e apreensões de posses obtidas por meios escusos (inclusive de autoridades). Estas apreensões eram usadas para manter o grupo e o Abrigo Monforti, além de auxiliar trabalhadores e até mesmo comerciantes lesados. Tortura e interrogatório também fazem parte dos métodos da Guilda mas, apesar da fama, ela não foi capaz de desequilibrar a balança de poder na região.
Os três órfãos foram treinados para formar a segunda geração da Guilda e aumentar seu numero. Félix e Dorovil tornaram-se Batedores, como a maioria dos membros da organização. Lívia se tornou uma Ladina, e usava seu charme e discrição para obter informações em cidades. Eles apenas tiveram papéis secundários nas missões que participaram, até que seu árduo treinamento estivesse completo.
Entretanto, uma tragédia se abateu ates que eles pudessem realizar missões em papel de protagonismo. Após uma missão que envolvia a captura de um pirata e do mestre de Guilda que com ele estava mancomunado, quase toda a tropa foi emboscada e capturada no porto da cidade. Obviamente, foi uma emboscada. Raul cometera um erro: seu arquiinimigo era o mestre em questão e ele não pesou bem as conseqüências do ataque.
Os Vingadores lutaram bravamente e infligiram muitas baixas, enquanto tentavam fugir usando sua grande capacidade de movimento, mas Raul tombou morto junto a vários Batedores que ali estavam. Félix sobreviveu na dramática retirada do porto, mas ele sabe que Raul deu a vida para que ele e outros escapassem. Lívia conseguiu fugir por estar na retaguarda. Sobre Dorovil, ele foi gravemente ferido e depois não mais foi visto.
Nas semanas seguintes, assassinos procuravam Vingadores para matar, e a Guilda dispersou-se. Félix nada sabe sobre Lívia nem Dorovil (se é que ele está vivo). Mas seu ódio contra criminosos somente cresceu ao invés de ser abatido. Ele viajou para o oeste a fim de juntar-se a um grupo de aventureiros e reunir grande experiência para retornar aos Portos Livres e reestruturar a Guilda dos Vingadores. Para esconder sua identidade, ele usa o nome do abrigo que o acolheu enquanto criança: Monforti.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Mirai Alcaiu
Com o inicio da nova parceira com o Desenhos e/ou Rabiscos, trago já a história da primeira personagem do Tagmar D20: Mirai, criada pela jogadora Aline, na verdade a escritora do conto. Na minha mesa de jogo, tenho o hábito de premiar com 1 ponto de experiência para quem produz uma história de personagem.
O personagem atualmente se aventura nas terras de Marana, em particular na cidade de Lubliana.
Espero que gostem!
Mirai Alcaiu
Uma elfa muito vivida, de fato, isso que sou. Nascida em uma família de vendedores de cavalos me firmei nessa profissão. Sou filha única e hoje em dia, infelizmente, mamãe e papai já perdeu a vontade de viver. Quando papai se foi, mamãe não suportou.
Sempre vivi aqui no Condado de Lirati, todos conhecem a mim e conheceram meus pais. Foi aqui também que conheci Lauciam, para os meus olhos, o elfo mais lindo que já vi. Ele era forasteiro e se aproximou de mim com interesse em comprar cavalos. Fiz questão de atendê-lo, no final disse que seu dinheiro não daria para um cavalo, mas daria para levar uma bela jovem elfa para sair. Começamos a sair e nos encontrar com freqüência. Papai dizia para eu tomar cuidado, pois não sabíamos nada sobre ele, mas eu já estava apaixonada por aquele elfo forasteiro que não falava sobre seu passado. Com o tempo mostrou-se um bom elfo, começamos a namorar e ele pediu para papai um emprego com ele, mesmo não entendendo muito de cavalos, ele dizia estar disposto a ajudar e começar uma nova vida. Com o bom tempo que ele passava conosco, perguntas sobre o passado de Lauciam foram esquecidas. Papai estava gostando dele, do que ele nos mostrava no presente, papai dizia que ele parecia muito sincero com os sentimentos dele e atitudes. E eu o amava, e o amo até hoje.
Lauciam me pediu em casamento. Que felicidade! Estava tudo indo muito bem entre nós e papai até nos prometeu um macho e uma fêmea para começarmos nossa própria criação de cavalos, inclusive pediu para quando ele perdesse a vontade de viver nós 2 assumíssemos a criação dele também.
Estou nos meus 230 anos, falta 5 dias para meu casamento que parecem 500 anos. Para acalmar o nervosismo fui dar uma volta pelo seleiro e lá meditei. Tive um sonho que um homem em um cavalo segurando uma espada bastarda, homem no qual eu não via o rosto. Esse homem dizia: “Sou o deus da honra e da justiça, você foi minha escolhida, e a ti darei um dom. Foi por isso que foi posta a esse mundo Mirai, deve usar esse dom em prol da justiça. Esse é seu destino” saí de meu transe em prantos. “Será que foi um delírio? E meu casamento? Deve ter sido o nervosismo.” Deixei esse sonho de lado e resolvi viver minha vida ao lado do meu esposo.
Depois de casados não demorou muito somente 30 primaveras e tivemos nosso 1° filho Lunirai. Dizia que ia cuidar de mim e do pai dele e ia ser um guardião, e de fato foi. Oitenta primaveras depois vieram Pânula e mais 5 veio Diugo. As outras elfas diziam que devia ser muito fogosa pra ter tido tantos filhos. Se sou fogosa tive alguém que me puxasse: Diugo, meu caçula. Ele foi a criatura mais linda e carismática que pus no mundo, pena que todas as mulheres pensavam o mesmo, se não fosse Pânula para resolver alguns problemas ele já teria perdido seu belo rosto com tantos socos que tomava.
Minha boa família sempre me fez feliz com ela até pouco tempo atrás, quando minha menina chegou-me aos prantos dizendo de um sonho que teve, não um sonho exatamente igual ao meu, mas um sonho no mesmo lugar onde tive o meu e com a mesma idade que eu tive. Pensei que poderia ser coincidência, mas nunca mais fui a mesma. Eu a aconselhei a fazer o que ela acreditava ser o certo. Mas o meu sonho voltou a minha mente com toda força e meus filhos, cavalos e esposo não dava a mim um bom motivo pra viver, já vivi muito
Meu querido Lauciam percebeu como eu estava e me perguntou o que estava havendo, naquele momento contei tudo pra ele, mas disse que eu não sabia o que fazer. Ele disse que preferia me ver longe me arriscando a morrer do que eu perto e com a certeza que vou morrer. Disse pra eu ir, e lutar, e que ficaria muito orgulhoso de mim, mas com muitas saudades. Eu o prometi que se fosse, sempre me esforçaria para vê-los todo ano e que eu vou casada com ele só deixarei de ser assim se a morte nos separar. Lauciam respirou fundo, disse que não queria que eu morresse sem saber de onde ele veio realmente Ele disse: “Eu sou de Portis, sou um mago de guerra vindo de um colégio militar arcano, nós havíamos sido enviados pra um combate, meu primeiro combate, na hora, antes mesmo de eu fazer qualquer coisa vi que meus parceiros eram malignos e não tinha a camaradagem própria de nós. Eu não ia lutar ao lado deles. Fingi ter sido atingido, com o jeito deles nem notaram que algum” amigo “estava no chão, de lá sai da vista deles. Pela estrada fui à cidade mais próxima e contratei um rastreador que me levasse de volta para minha escola a fim de prestar queixa, mas como estava chegando o inverno meu rastreador disse que era muito perigoso continuar a viajem e paramos em Lirati. Aqui conheci você, e o tempo que parei aqui foi o suficiente para eu largar tudo de mão e ficar com você. Como seu pai me deu emprego, paguei ao rastreador para voltar e decidi ficar. Hoje em dia, os do colégio, a maioria do que estão mortos e poucos outros da mesma raça que eu devem achar que eu morri naquele combate. Nós 2 somos aventureiros que renegamos isso em nós, por nós. Agora temos nossa casa e nossos filhos.
Chegou o dia que minha filha foi atrás do que a fazia feliz, ela teve essa coragem, quem sabe se eu fosse lutar ao lado dela eu ia usar meu dom pela 1° vez e ia ajudar minha raça e minha filha
Fui conversar com nossos filhos, pois meu esposo já esperava isso. Acho que Lunirai entendeu bem, mas Diugo disse que todos o estavam abandonando ele. Diugo já é um elfo crescido, acho que sem a irmã dele e eu por perto ele vai aprender a se virar melhor, ficar mais responsável. Meu esposo me prometeu fidelidade mesmo longe eu também prometi ser fiel e que ele sempre será meu esposo (como se precisasse...). Pedi que Lunirai me indicasse um rastreador que me levasse onde minha filha esta, pelo menos até a estrada. Não faz 3 dias que minha filha saiu, é só o rastreador pegar o rastro dela até a cidade.
Antes de ir eu disse a eles: “Vou usar meu dom para fazer o que é certo, dessa vez não vou fugir dele, mas só fato de eu ter fugido por um tempo me deu vocês e só por isso valeu a pena”.
Hoje é o 1° dia de uma nova vida para mim, espero que eu esteja fazendo o certo...
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O personagem atualmente se aventura nas terras de Marana, em particular na cidade de Lubliana.
Espero que gostem!
Mirai Alcaiu
Uma elfa muito vivida, de fato, isso que sou. Nascida em uma família de vendedores de cavalos me firmei nessa profissão. Sou filha única e hoje em dia, infelizmente, mamãe e papai já perdeu a vontade de viver. Quando papai se foi, mamãe não suportou.
Sempre vivi aqui no Condado de Lirati, todos conhecem a mim e conheceram meus pais. Foi aqui também que conheci Lauciam, para os meus olhos, o elfo mais lindo que já vi. Ele era forasteiro e se aproximou de mim com interesse em comprar cavalos. Fiz questão de atendê-lo, no final disse que seu dinheiro não daria para um cavalo, mas daria para levar uma bela jovem elfa para sair. Começamos a sair e nos encontrar com freqüência. Papai dizia para eu tomar cuidado, pois não sabíamos nada sobre ele, mas eu já estava apaixonada por aquele elfo forasteiro que não falava sobre seu passado. Com o tempo mostrou-se um bom elfo, começamos a namorar e ele pediu para papai um emprego com ele, mesmo não entendendo muito de cavalos, ele dizia estar disposto a ajudar e começar uma nova vida. Com o bom tempo que ele passava conosco, perguntas sobre o passado de Lauciam foram esquecidas. Papai estava gostando dele, do que ele nos mostrava no presente, papai dizia que ele parecia muito sincero com os sentimentos dele e atitudes. E eu o amava, e o amo até hoje.
Lauciam me pediu em casamento. Que felicidade! Estava tudo indo muito bem entre nós e papai até nos prometeu um macho e uma fêmea para começarmos nossa própria criação de cavalos, inclusive pediu para quando ele perdesse a vontade de viver nós 2 assumíssemos a criação dele também.
Estou nos meus 230 anos, falta 5 dias para meu casamento que parecem 500 anos. Para acalmar o nervosismo fui dar uma volta pelo seleiro e lá meditei. Tive um sonho que um homem em um cavalo segurando uma espada bastarda, homem no qual eu não via o rosto. Esse homem dizia: “Sou o deus da honra e da justiça, você foi minha escolhida, e a ti darei um dom. Foi por isso que foi posta a esse mundo Mirai, deve usar esse dom em prol da justiça. Esse é seu destino” saí de meu transe em prantos. “Será que foi um delírio? E meu casamento? Deve ter sido o nervosismo.” Deixei esse sonho de lado e resolvi viver minha vida ao lado do meu esposo.
Depois de casados não demorou muito somente 30 primaveras e tivemos nosso 1° filho Lunirai. Dizia que ia cuidar de mim e do pai dele e ia ser um guardião, e de fato foi. Oitenta primaveras depois vieram Pânula e mais 5 veio Diugo. As outras elfas diziam que devia ser muito fogosa pra ter tido tantos filhos. Se sou fogosa tive alguém que me puxasse: Diugo, meu caçula. Ele foi a criatura mais linda e carismática que pus no mundo, pena que todas as mulheres pensavam o mesmo, se não fosse Pânula para resolver alguns problemas ele já teria perdido seu belo rosto com tantos socos que tomava.
Minha boa família sempre me fez feliz com ela até pouco tempo atrás, quando minha menina chegou-me aos prantos dizendo de um sonho que teve, não um sonho exatamente igual ao meu, mas um sonho no mesmo lugar onde tive o meu e com a mesma idade que eu tive. Pensei que poderia ser coincidência, mas nunca mais fui a mesma. Eu a aconselhei a fazer o que ela acreditava ser o certo. Mas o meu sonho voltou a minha mente com toda força e meus filhos, cavalos e esposo não dava a mim um bom motivo pra viver, já vivi muito
Meu querido Lauciam percebeu como eu estava e me perguntou o que estava havendo, naquele momento contei tudo pra ele, mas disse que eu não sabia o que fazer. Ele disse que preferia me ver longe me arriscando a morrer do que eu perto e com a certeza que vou morrer. Disse pra eu ir, e lutar, e que ficaria muito orgulhoso de mim, mas com muitas saudades. Eu o prometi que se fosse, sempre me esforçaria para vê-los todo ano e que eu vou casada com ele só deixarei de ser assim se a morte nos separar. Lauciam respirou fundo, disse que não queria que eu morresse sem saber de onde ele veio realmente Ele disse: “Eu sou de Portis, sou um mago de guerra vindo de um colégio militar arcano, nós havíamos sido enviados pra um combate, meu primeiro combate, na hora, antes mesmo de eu fazer qualquer coisa vi que meus parceiros eram malignos e não tinha a camaradagem própria de nós. Eu não ia lutar ao lado deles. Fingi ter sido atingido, com o jeito deles nem notaram que algum” amigo “estava no chão, de lá sai da vista deles. Pela estrada fui à cidade mais próxima e contratei um rastreador que me levasse de volta para minha escola a fim de prestar queixa, mas como estava chegando o inverno meu rastreador disse que era muito perigoso continuar a viajem e paramos em Lirati. Aqui conheci você, e o tempo que parei aqui foi o suficiente para eu largar tudo de mão e ficar com você. Como seu pai me deu emprego, paguei ao rastreador para voltar e decidi ficar. Hoje em dia, os do colégio, a maioria do que estão mortos e poucos outros da mesma raça que eu devem achar que eu morri naquele combate. Nós 2 somos aventureiros que renegamos isso em nós, por nós. Agora temos nossa casa e nossos filhos.
Chegou o dia que minha filha foi atrás do que a fazia feliz, ela teve essa coragem, quem sabe se eu fosse lutar ao lado dela eu ia usar meu dom pela 1° vez e ia ajudar minha raça e minha filha
Fui conversar com nossos filhos, pois meu esposo já esperava isso. Acho que Lunirai entendeu bem, mas Diugo disse que todos o estavam abandonando ele. Diugo já é um elfo crescido, acho que sem a irmã dele e eu por perto ele vai aprender a se virar melhor, ficar mais responsável. Meu esposo me prometeu fidelidade mesmo longe eu também prometi ser fiel e que ele sempre será meu esposo (como se precisasse...). Pedi que Lunirai me indicasse um rastreador que me levasse onde minha filha esta, pelo menos até a estrada. Não faz 3 dias que minha filha saiu, é só o rastreador pegar o rastro dela até a cidade.
Antes de ir eu disse a eles: “Vou usar meu dom para fazer o que é certo, dessa vez não vou fugir dele, mas só fato de eu ter fugido por um tempo me deu vocês e só por isso valeu a pena”.
Hoje é o 1° dia de uma nova vida para mim, espero que eu esteja fazendo o certo...
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